Despedida
Quando sentes que te vejo
O que pensas?
Quando ouve minha voz
O que entendes?
Quando toca minha pelo
Quando sente meu abraço
Ao acaso suas mãos não tremem?
O seu coração não acelera?
Os seus olhos não brilham?
Um sorriso em tua face brota?
Ao Acaso de todo caso
Uma doce ilusão que não sentes
Um suspiro rouco que não ouves
Um cálido beijo que não percebes
Pois escarras na boca que te beija
E bate na face que te sorri
Repudia o coração que te foi ofertado
Esquece dos sonhos
Acordado, desgraçado,maltratado,pensas
que não sei?
Nada sabes do que é sofrer
E sobre o manto, o brilho da lua
A despedida acontece
E no meu interior
Este ingrato me fere
Mas igrato? Por quê?
Isso não sei.
Mas ainda sim igrato e terrível
Ao meu ver este o foi
Pois já não o é
Agora que retornei
Retornei a mim
E este ser que com ele
Leva e traz
Felicidade, e dor, sonho
e desilusão, tragédia...
Mas ao fim da floresta
Ao final da jornada
Novamente este ser
E novamente eu
Muito mais que sujeita a ação
Muito mais que consequencia da emoção
Apenas sendo quem sou
Esquecida da dor
Retornando ao meu antigo viver
Como o Sol que em toda manhã brilha
E ao entardecer a Lua
Vem o espaço lhe tomar
Se posso ser o Sol
Então a Lua, quem será?
Pois opostos se atraem
E assim, mesmo que eu não queira
Vou te amar.