Despedida

28/10/2013 19:01

Quando sentes que te vejo

O que pensas?

Quando ouve minha voz

O que entendes?

Quando toca minha pelo

Quando sente meu abraço

Ao acaso suas mãos não tremem?

O seu coração não acelera?

Os seus olhos não brilham?

Um sorriso em tua face brota?

Ao Acaso de todo caso

Uma doce ilusão que não sentes

Um suspiro rouco que não ouves

Um cálido beijo que não percebes

Pois escarras na boca que te beija

E bate na face que te sorri

Repudia o coração que te foi ofertado

Esquece dos sonhos

Acordado, desgraçado,maltratado,pensas

que não sei?

Nada sabes do que é sofrer

E sobre o manto, o brilho da lua

A despedida acontece

E no meu interior

Este ingrato me fere

Mas igrato? Por quê?

Isso não sei.

Mas ainda sim igrato e terrível

Ao meu ver este o foi

Pois já não o é

Agora que retornei

Retornei a mim

E este ser que com ele

Leva e traz

Felicidade, e dor, sonho

e desilusão, tragédia...

Mas ao fim da floresta

Ao final da jornada

Novamente este ser

E novamente eu

Muito mais que sujeita a ação

Muito mais que consequencia da emoção

Apenas sendo quem sou

Esquecida da dor

Retornando ao meu antigo viver

Como o Sol que em toda manhã brilha

E ao entardecer a Lua

Vem o espaço lhe tomar

Se posso ser o Sol

Então a Lua, quem será?

Pois opostos se atraem

E assim, mesmo que eu não queira

 

Vou te amar.